Cérebro e Síndrome Metabólica

A síndrome metabólica é caracterizada pelo desequilíbrio entre a tensão e o relaxamento, o que provoca uma descarga emergencial de hormônios que começam a desbalancear as reações químicas do organismo. O primeiro a sofrer com o processo é o cérebro, enquanto que a tireoide é identificada como a parte mais sensível do corpo. O pâncreas é outro órgão que também sofre devido ao processo, deixando o corpo vulnerável ao desenvolvimento da hipertensão, diabetes, e aterosclerose, caso não haja tratamento. O ovário e o testículo são igualmente afetados pelo mesmo problema. Em suma, todas as glândulas do organismo têm suas funções comprometidas perante a chamada síndrome metabólica.

O estresse, por exemplo, prejudica o funcionamento do pâncreas. Se o indivíduo não diminui o nível de estresse, o pâncreas começa a liberar insulina na hora errada. Isso faz com que o braço comece a ficar enorme, uma vez que o referido hormônio acumula gordura nessa região do corpo. Caso o pâncreas continue produzindo insulina em excesso o indivíduo adquire uma barriga no formato de uma maçã.

Convém observar que existe uma interligação entre todos os órgãos afetados. Assim, a tireoide, o intestino, e o estômago interferem no pâncreas, que por sua vez compromete o intestino, sendo que todos eles prejudicam o cérebro. O estresse deixa o fígado hiperativo. Neste estado, em vez de queimar açúcar ele passa a produzir gordura. Em vez de sintetizar HDL, que protege o organismo contra a aterosclerose, o fígado diminui o volume desse tipo de colesterol, resultando no acúmulo de placas de gordura. Enquanto isso, o estômago produz substâncias que inibem o apetite, o músculo se torna faminto, e o nível de triglicérides começa a aumentar, uma vez que houve um desequilíbrio metabólico. A origem da síndrome metabólica está no cérebro, responsável por secretar serotonina e dopamina, que proporcionam qualidade de vida, além da influência genética.

A obesidade é um problema muito sério. Atualmente, o brasileiro dorme pouco, assiste muito à televisão e come muitos alimentos não nutritivos. Com o tempo, o brasileiro deve se tornar muito parecido com os americanos. Ao observar a saída de alunos de uma escola pública é possível notar que 90% das mães estão obesas, ou seja, com o índice de massa corporal acima de 30.

As causas da obesidade estão vinculadas às tensões psicossociais, que podem ser geradas devido a diversos problemas, como falta de emprego, confusão familiar, filhos problemáticos, etc. Trata-se de uma série de problemas psico-sócio emocionais. Esses conflitos geram tensões e, consequentemente, a síndrome metabólica.

Os genes antigos ainda não se adaptaram à vida moderna. Pessoas que não conseguem emagrecer podem visualizar uma vantagem, pois elas possuem um organismo poupador. Logo, diante da falta de comida elas seriam as últimas a morrerem. A vida moderna faz com que o indivíduo se torne extremamente sedentário.

A obesidade resulta da ingestão exagerada de alimentos acompanha por um gasto calórico reduzido. Logo, quem ingere mais do que é capaz de eliminar tende a acumular um pouco de gordura. A solução é praticar atividades físicas, pois se houver uma restrição de calorias o organismo irá reagir, passando a tomar uma postura econômica. Assim, caso esses indivíduos queiram emagrecer através da diminuição da comida ingerida, chegará um determinado ponto em que o processo de perda de peso será interrompido. Diante disso, é necessário aumentar o gasto calórico através da prática de exercícios físicos.

Existem pessoas que têm facilidade para formar gordura, mas dificuldade para eliminá-la. Cada pequeno pedaço de sobra de pele possui uma quantidade elevada de glândulas de gordura, chamadas de adipócito. Os adipócitos produzem 64 hormônios. A maioria deles tem a função de impedir a fuga da gordura. Por conta disso, não é recomendável adiar frequentemente a dieta. O indivíduo deve tomar uma decisão visando evitar o crescimento dos adipócitos, pois eles se comunicam com o cérebro, informando quando ele deve parar de comer. Porém, caso os adipócitos comecem a crescer desregradamente, eles se tornam deformados e interrompem a comunicação com o cérebro.

Avaliar o emagrecimento através dos valores indicados por uma balança é um distorção da percepção. O indivíduo não deve avaliar o peso pela balança, mas sim por meio do porcentual de gordura, água, osso, e músculo. Afinal, cada um deles tem uma composição distinta. Em um jardim, por exemplo, todas as plantas se alimentam de água, minerais, luz, e todas elas têm tamanho e volume diferentes devido à genética. O mesmo ocorre com o ser humano. Partindo desse princípio, existem pessoas que são “pesadas” como se fossem atletas, o que acontece em virtude da elevada quantidade de massa muscular e ossos.

Assim, ninguém deve se preocupar em realizar autocomparações. Todo indivíduo deve conhecer sua própria genética e aceitá-la. Como existe uma boa autoestima, é necessário aprimorar alguns detalhes do corpo, mas sem compará-lo com o de outras pessoas. O fator genético faz com que algumas pessoas queimem mais calorias, enquanto outras eliminam uma quantidade menor.

O set point é um sensor do cérebro que informa precisamente qual será o peso de um determinado indivíduo no decorrer da vida. A genética é um fator intenso dentro do set point, mas essa espécie de mecanismo também está vinculado aos hábitos alimentares e ao modo de vida. Caso o indivíduo pratique exercícios físicos e se alimente corretamente, ele pode modificar o sensor que existe no cérebro.

Existem pessoas que possuem set point que determina um corpo acima do peso. Entretanto, quando o indivíduo trabalha em local que exige uma visibilidade corporal, ou seja, em que há a venda da imagem, ele acaba ganhando um motivo para se cuidar. A motivação do cuidado com o corpo vem do “por que?”. Logo, as pessoas devem se perguntar por que desejam emagrecer. A razão pode ser a não demissão de um cargo e salário muito apreciados, por exemplo.

Para conseguir realizar alguma tarefa é necessário ter energia, que detém um fator motivacional. Quando o motivo é muito forte, o indivíduo suporta vários obstáculos. Visando reverter a tendência a engordar é preciso investir em um personal trainer ou personal diet. Não se trata de um custo, mas sim de um investimento.

Existem períodos nos quais o desencadeamento da obesidade é mais recorrente. A menarca, por exemplo, é a fase da menstruação. Outra etapa da vida propensa ao aumento de peso ocorre durante a gravidez. No segundo caso, as mulheres sofrem um aumento de hormônios que concedem uma sensação de poder ilusório. Quem usa anabolizantes em grandes doses sente uma enorme sensação de bem estar, evento psicológico. Contudo, trata-se de uma sensação efêmera.

Já na gestação a mulher se sente muito sensual, sedutora e poderosa. Nesse contexto, ela acredita que pode comer os mais variados alimentos, pois nada acontecerá ao corpo dela. A gestante tende a acreditar que está um belo corpo, quando, na verdade, começa a engordar gradativamente. Ao término da produção hormonal típica da gravidez, a gestante sofre uma queda dos índices de serotonina e da dopamina. Com isso, a mulher entra em depressão pós-parto. Por essa razão, durante a gravidez é fundamental que a mulher seja devidamente orientada para que ela não seja acometida pelo referido problema. Além disso, a gestante se torna extremamente ansiosa devido às transformações pelas quais ela passa em sua vida.

Enquanto isso, quando a mulher chega à menopausa ocorre uma queda da produção dos hormônios do ovário. Eles interferem naqueles responsáveis por promover a sensação de prazer, alterando significativamente o metabolismo, principalmente pelo fato do estrogênio ser um hormônio que queima gordura.

Medicamentos, como remédios para tratamento da rinite e alergia, também influenciam o aumento do peso corporal. O mesmo vale para diversas doenças, cirurgias (devido à perda de movimento), excesso do consumo de bebidas alcoólicas, e tratamentos inadequados, que consistem no uso exagerado de substâncias que causam uma disforia (mudança drástica de humor). Após o estado de disforia, o indivíduo cai em depressão, doença a qual o indivíduo tenta combatê-la através do consumo de alimentos. O tamanho ideal da cintura é 88, pois acima disso significa que existe excesso de gordura na região. Essa gordura excessiva interfere no cérebro, ovário, testículo, vasos sanguíneos, tireoide, e fígado.

Além das mudanças econômicas ou no trabalho e da pressão advinda de situações sociais, a publicidade também é um fator desencadeador da obesidade. As peças publicitárias estabelecem uma constante relação entre as pessoas e a comida, que é comercializada o tempo todo. Ao ir ao médico, o indivíduo recebe a notícia de que deve emagrecer. Quando aparece a imagem de alguém que atende aos padrões de beleza, ela não faz companhia a outra pessoa que esteja ligeiramente acima do peso.

Portanto, o indivíduo precisa estar consciente quanto a essa manipulação, pois se vende muita comida, ansiedade, e outros “objetos” que fazem com que o indivíduo se sinta mal, consuma, e engorde. Contudo, no momento de apontar a beleza aparece o indivíduo magro. Devido a tanto bombardeio da mídia, o indivíduo começa a acreditar que ele não é bonito, uma vez que não atende aos padrões da mídia. Essa pessoa começará a ter problemas na autopercepção e na autoimagem.

Assim, tem-se uma enorme dificuldade em convencer um cliente a frequentar uma academia, pois ao chegar lá o indivíduo visualiza várias pessoas com o corpo bem definido. Acima do peso, ele passa a se comparar com as demais pessoas. Na verdade, ninguém deve fazer esse tipo de comparação, pois o único parâmetro de comparação é o próprio indivíduo. Cada pessoa é única no universo. O princípio básico da autoestima consiste na autoaceitação e no amor próprio. Contudo, cabe ressaltar que essa demonstração de amor próprio não deve ocorrer quando tudo estiver ótimo, mas principalmente quando as coisas não estão fluindo como se gostaria.

O indivíduo deve chegar ao espelho e obervar três detalhes que ele acredite serem incríveis no seu corpo. Posteriormente, ele pode pensar em encontrar algum pequeno detalhe que precise ser melhorado. Ao enxergar três pontos maravilhosos no próprio corpo, o indivíduo produz uma química que o deixará bem consigo mesmo. Logo, ao se questionar sobre os pontos que precisam ser aprimorados, o indivíduo passa a ter muito mais facilidade para atingir aquele objetivo.