Administrador de Empresas: Ser ou Não Ser?

ser-ou-nao-ser-administrador

Aumento de alunos nos cursos de administração de empresas

O curso de administração de empresas hoje supera o curso de pedagogia tanto em número de calouros, quanto na quantidade de formados. A região metropolitana de Curitiba, por exemplo, congrega 45 instituições de ensino que dispõem do curso de administração de empresas, o que dá uma dimensão da quantidade de profissionais de administração que entram no mercado de trabalho todos os anos.

O receio de que as pessoas que entrassem nos cursos de administração iniciassem o curso por não saber exatamente qual área seguir, ou seja, não conseguissem identificar uma real vocação, levou a Fundação Instituto de Administração – FIA, por iniciativa do Conselho Federal de Administração – CFA, a realizar uma pesquisa visando elucidar o porquê do aumento de alunos na área.

A pesquisa evidenciou que muitas das pessoas que buscam a área de administração, o fazem por sentirem-se vocacionadas e plenamente cônscias do significado da função do administrador, sobretudo por procederem de famílias cujos pais ou tios são administradores, ou por atuarem em empresas nas quais haja bons administradores, os quais podem se tornar uma inspiração à carreira.

Essa percepção de toda a complexidade das ferramentas da área de administração foi fundamental para que esse crescimento ocorresse, uma vez que tais ferramentas são aplicáveis em todo tipo de instituição, de pequeno, médio, grande porte ou multinacionais, o que leva a compreensão da possibilidade de atuação profissional do administrador em um mercado muito amplo. Vale mencionar que o mercado de administração ainda está no início de seu processo de expansão, tendo, dessa forma, muito espaço ainda para se desenvolver.

Descobrindo a administração

Há casos de pessoas que não conseguem identificar suas vocações e que, por isso, optam pela graduação em administração, mas, no decorrer do curso, acabam se identificando com a área e tornando-se exímias administradoras. Apesar disso, durante o curso de graduação é necessário que essas pessoas tenham persistência, uma vez que nos primeiros períodos de grande parte dos cursos, as disciplinas versam em nível complementar. Durante esse tempo são estudadas somente disciplinas como sociologia, direito e economia, podendo levar o acadêmico indeciso à frustração por não chegar a ter contato com qualquer disciplina objeto da área.

Dependendo da grade curricular, a partir do terceiro ou quarto período são iniciados os estudos de administração de marketing, disciplina essa muito interessante e pela qual boa parte dos alunos acaba se sentindo fascinados. Nesta, as aulas de mercados internacionais, ideias de mercados e concorrência e segmentação de mercados, podem acabar conquistando o acadêmico de uma vez por todas.

Fenômeno semelhante ocorre nas aulas de processos, que busca transmitir a percepção do funcionamento de uma empresa do início ao fim, e nas aulas de empreendedorismo, pode haver o despertar para as possibilidades de não se limitar apenas a uma vida de empregado, mas sim ser um empreendedor e gerar empregos.

Portanto, à medida que o curso avança, o envolvimento e a paixão pela área podem se tornar tão intensos que, ao contrário do início do curso, quando o acadêmico tinha uma visão bem limitada do que fazer, ele agora tem a sua disposição inúmeras áreas de especialização, devendo optar por uma delas.

A função do administrador

Quando se fala no administrador, geralmente as pessoas associam a profissão à imagem de uma pessoa organizando uma empresa e tomando notas de informações. Porém, a função de um administrador excede essa visão simplória. Para efeitos ilustrativos, imagine uma empresa do ramo imobiliário que possua em torno de quarenta funcionários, mas que nunca tenha contado com os serviços de um administrador profissional. Caso o empreendedor contrate um administrador, as seguintes implementações deverão ser feitas:

  • Transformação ou profissionalização do setor de RH.
  • Implantação de um processo de socialização, por meio do qual os colaboradores passem a conhecer uns aos outros.
  • Descrição de cargos e salários e a mensuração do valor de cada colaborador por meio de pesquisa de mercado.
  • Criação da estratégia organizacional, com definição da missão e visão da empresa.
  • Identificação da concorrência e definição de estratégias de enfrentamento da concorrência.
  • Visualização de cenários econômicos hipotéticos, por meio dos quais os rumos da empresa serão corrigidos dependendo da situação.

Possuir um administrador de carreira na empresa equivale a dizer que a empresa em questão dispõe de um profissional que define o diário de bordo da organização, disponibilizando informações na hora, quantidade e qualidade adequadas, ou seja, tem-se a gestão total da empresa.